SINCRONIZE: Coyotes

Coyotes é um power trio de São Paulo que vem crescendo cada vez mais com o seu som peculiar. Com apenas um EP lançado no ano passado, a banda já tocou em lugares como o famoso Cine Joia, já dividiu palco com bandas nacionais como Vivendo do Ócio e Medulla, fez com internacionais como Brand New que inclusive gostou muito do som dos caras, como vocês verão logo abaixo.

Felipe Saraiva (baixo), Júlio Cardoso (vocal e guitarra), Mag Ramos (bateria)



A banda surgiu porque o Júlio já tinha músicas prontas e decidiu marcar um ensaio com o Mag e logo depois o Felipe apareceu e pegou um baixo que tinha lá no estúdio e dali saiu a banda que apresentamos hoje na coluna Sincronize. Desse primeiro ensaio já saiu 2 músicas, tal conexão fluiu porque eles já se conheciam fazia um tempo mas nunca haviam parado pra fazer música juntos.



Em relação ao nome, ele foi escolhido porque o coiote é diferente dos demais animais por conta da sua sobrevivência por ele é um animal muito caçado e corresponde ao tipo de música deles, por ser um som muito caçado, fora a espiritualidade do animal, em fim, há uma analogia muito forte com o coiote e o trio, o que faz o nome casar muito bem tanto com os integrantes quando com os fãs, chamados de Matilha. Por serem apenas um trio, perguntamos se isso atrapalha durante a produção das músicas e foi dito que não, em momento algum o formato da banda atrapalhou o processo criativo, pelo contrario, eles possuem uma forte ligação por serem melhores amigos chegaria até assoar estranho ter um quarto membro entre eles, por exemplo.


O primeiro EP banda, denominado "Coyotes" completou um ano em setembro e desde o seu lançamento a banda só tem se surpreendido porque mesmo eles se esforçando ao máximo e se dedicando a banda, não esperavam tudo que conquistaram e isso fez com que eles corressem com seus objetivos justamente para suprir essas novas oportunidades


 Como que rolou a parceria com a Converse?

R: A minha mãe escreveu a gente sem nos avisar e eu como sempre fico vendo a página da banda, chegou uma mensagem em inglês e pensei que fosse aqueles spans, mas depois fui lendo e vi que fomos selecionados. E eu fiquei achando que era alguma coisa que tinha que pagar, então ficamos com um pé atrás, até a Converse mandar um e-mail explicando que iriamos ganhar um dia no estúdio, com um produtor já conceituado no mercado, que no caso já tem 2 Grammys. Foram selecionadas 775 bandas e depois foram selecionadas 28, 14 do Rio e 14 de São Paulo dessas foram 3 foram selecionadas em cada cidade para ficar passando o vídeo no site. A músicas que gravamos, "Augustina" teve uma boa visualização e também foi muito bom ter a oportunidade de tocar no Cine Joia com Vespas Mandarinas, Brand New, que inclusive selecionou a gente para tocarmos porque essa era a proposta da Converse, o headlines escolherem as bandas de abertura.



 O vocês acham que essa participação deixou de bom para a banda?


R: Foi uma oportunidade que a gente tinha que fazer porque a banda é nova e muita coisa a gente ainda não tinha vivido e veio de uma forma que tínhamos que suprir e aprendemos muita coisa de uma vez só. Então a gente trabalhou e foi exatamente onde a gente chegou. Sem contar que tivemos uma evolução espiritual muito maior que musical, porque pra ter ocorrido a gente precisava estar com uma cabeça no lugar, o coração e a mente no lugar porque esse tipo de coisa exige mais disso do que técnicas musicais.



Nos dias 8 e 9 de novembro a banda saiu pela primeira vez de São Paulo para tocar no Rio, então perguntamos como que estava a ansiedade deles e foi respondido que fora a beleza da cidade, a cena do Rio está crescendo cada vez mais e eles tem recebido muito apoio de bandas de lá e ainda comentaram sobre a reestruturação da cena musical e cultural brasileira tem passado.


A história por trás de U.V.A.S / Cada Vez Mais Perto

"Aconteceu com o Mag mas quando ele me contou a história esse sentimento entrou em mim.
Um amigo amigo dele se suicidou e na época eu estava em Santa Catarina então eu fui pra praia com o violão, sentei na areia e de lá mesmo saiu a música. Quando eu mostrei pro Mag ele gostou muito e a música tem totalmente esse sentimento de quando a pessoa se suicida, já que ninguém nunca imagina o que a pessoa vai dizer, ela serve como uma última mensagem que transpõe o que a pessoa está sentido, então me coloquei no lugar dele para saber o que ele realmente sentia para querer sair da vida e ser feliz e então eu  descobri que o suicídio pode parecer ruim para quem tá de fora mas para a pessoa em questão é uma salvação e é isso que a música passa."

 Durante as demais composições, o que passa na sua cabeça?

R: Elas vem do nada. Há vezes que sento para compor achando que estou inspirado mas não sai nada e já houve vezes que saiu música enquanto estava no banho, com uma crise de asma ou até mesmo quando fomos para um chácara. No próximo disco haverá mais letras do Mag e do Felipe, porque quando montamos a banda essas letras já estavam prontas.


 Como estão falando em letras novas, o que está vindo?

R: O que está vindo é uma demonstração do que a gente refente a música porque ninguém sorri sempre, 24 horas por dia... Então a gente sempre tenta pensar que é necessário chorar, sorrir, sempre há que a gente tem que observar e nas nossas músicas a gente prioriza isso. Olhar o sofrimento e ver porque ele nos faz sofrer e o que temos à aprender com ele porque muitas vezes só existe um sofrimento para poder existir felicidade.

 Vocês possuem uma grande presença de palco, de onde vem tudo isso?

R: Da energia que nós 3 temos juntos, é o calor que tem ali no palco porque na verdade é o que a gente sente desde os primeiros ensaios. Há uma entrega muito grande e a gente está dentro das músicas.

 E falando em influências, o que vocês pescam para dentro da música de vocês?

R: Essa parede define muito bem a nossa influência musical. Não há um ser que não nos inspire.


A parece citada é a do camarim do Da Leoni.
Links úteis:
Site, com download do EP.

Comente com o Facebook: