SINCRONIZE: Indigos

Para o Sincronize desta semana, foi escolhido uma banda que com apenas 2 anos de existência consegue carregar consigo os mesmos ideais que eram muito comuns no rock nacional dos anos 80. E isso é realmente muito animador porque ver que a Indigos está fazendo um som completamente atual, sem pretensões, apenas com a sua verdade e legitimidade faz crescer o sentimento de que há esperanças SIM no rock nacional contemporâneo. Se você já buscou incansavelmente uma banda atual e nos moldes de conjuntos como Titãs, Camisa de Vênus e Plebe Rude, esse é o momento certo para você entrar em contato com o trabalho da Indigos. 

Vitor Giannoni - Vocal e Guitarra | Marcelo Almeida - Vocal e Baixo
Rafael Dantas - Vocal e Guitarra | Beto Whyte - Vocal e Bateria


Assim como a maioria das bandas, a Indigos já possuiu outra formação e outro nome, mas preferiram trocar e buscar um nome que significasse o que as músicas passam quando escutadas . E de fato conseguiram algo que casasse perfeitamente. Quando questionamos o que chamaria a atenção dos integrantes caso eles não fossem da banda e a resposta não poderia ser melhor: “um som que mescla influências musicais distintas em conjunto com as composições“. 




No dia que nós do Sincronias nos encontramos com o pessoal da banda, foi em um show, cujas fotos vocês podem ver logo acima. O que uma pessoa pode esperar de um show da Indigos? Simples resposta. A banda alega que em todos shows há um elemento surpresa que sempre varia nos shows, fora a diversão que é garantida e adquirida. Em termos mais tecnicos, pode-se esperar um show de total entrega por parte dos músicos, que afirmam ser muito autocríticos, “gostamos de grava-lo para depois nós assistirmos e comentar aonde podemos melhorar“. Sendo assim, o público pode ir a diversos shows que ao final ele sempre terá a sensação de ser o melhor que já viu da banda.


Focando nas composições, muito bem elaboradas pelo Dantas, encontramos sempre uma dualidade que pairam sobre a situação atual da política brasileira e o nosso cotidiano, Separamos 3 canções e pedimos para a própria banda comentar um pouco sobre elas. Porém eles advertem que você deve sentir-se livre na interpretação delas.


O Pasto: É sem dúvidas a canção que possui a letra mais carregada. É abordado a imposição de ideologias que as pessoas sofrem todos os dias. Existem 2 narradores ao longo da música, o que informa o que tem acontecido e o que te convence a quebrar este paradigma. 
“Pergunte a si mesmo quem manda em você“


Caverna dos Loucos: A inspiração desta canção foi em específico um show dos Titãs. Utilizou-se a energia absorvida no evento e junto com o que temos visto nas mais recentes manchetes. Nesta canção a dualidade que havíamos dito é estampada com os dizeres “um lugar“. Que lugar? Para a banda é o Brasil, mas pode tratar-se de outro locas, só depende do posto de vista de quem estiver a ouvindo.


Miragem: O alvo é a mídia e a “verdade“ que ela transpõe. O cenário criado por ela recebe o nome de miragem por não se tratar de uma verdade absoluta. E é nela que a banda deixa a sua mensagem: vá atrás da verdade, busque  o que você deseja. 

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