Os novos rumos do rock psicodélico

O rock é um dos estilos musicais com a maior quantidade de segmentos. Dele extraímos o rock clássico, metal, progressivo e o psicodélico. O rock psicodélico chega a ser o mais peculiar dentre os listados devido as suas distorções causadas propositalmente por efeitos criados com reverbs, fuzz, sintetizadores e o que mais for necessário para dar a cara do estilo à música.


Originado na década de 60, os sons psicodélicos surgiram de inspirações hindus e assim teve sua alta. Pink Floyd foi pioneiro com suas letras fortes e fora do padrão justamente em território britânico, onde o conservadorismo toma conta. Nos EUA, Velvet Underground representava o estilo. Os The Beatles - já consagrados – se viram na obrigação de entrar no estilo também e o resultado disso é o aclamado “Revolver”. Não bastando esses nomes de peso, vale mencionar que Janis Joplin, Jim Morrison, Jimi Hendrix e Eric Clapton são alguns dos demais artistas que abraçaram o rock psicodélico.


O Brasil demorou um pouco mas também aceitou os desconcertos psicodélicos. Chegando a terras tupiniquins somente nos anos 70 em São Paulo que os primeiros arranjos distorcidos surgiram. Graças a importação do estilo, nomes como Os Mutantes, O Terço,  A Bolha e 14 Bis tiveram muito sucesso. O estilo também foi mencionado a pitadas no tropicalismo.


Mas e atualmente? Como anda o rock psicodélico?

Ele teve um grande declínio devido a sua forte ligação com drogas alucinógenas. Na época do ápice, os hippies e alternativos eram maioria e não existiam tantas leis em rigor voltadas para as substancias ilícitas. Hoje as leis e fiscalizações são mais severas, quem é adepto ao consumo é minoria. Mas o que tem a ver drogas alucinógenas e o movimento psicodélico? Tudo! Entenda: muitas letras faziam apologia a componentes como LSD, tenha como exemplo a polêmica que John Lennon alimentou compondo “Lucy in the Sky with Diamonds”. Há quem diga que não tem nexo algum ouvir canções psicodélicas quando não se está em uma “viagem” pois quando ouvidas durantes elas, as alucinações são mais profundas. Sendo necessário ou não, vemos que desde os anos 00's novas bandas surgiram e deram continuidade em tudo que havia sido feito no passado.


The Flaming Lips, Tamples e Tame Impala são os nomes que sustentam o sucesso do estilo no exterior atualmente. E no Brasil, estranhe ou não mas existem representantes do estilo surgindo cada vez mais e mostrando que não ficamos tão atrás assim do que está sendo jeito no exterior, vejamos alguns exemplos:

Boogarins: é sem dúvidas o maior nome do rock psicodélico nacional atual. Fazendo shows constantemente no exterior, os goianos do Boogarins juntaram-se em 2012 e desde lá passaram a ganhar destaques como tocar em grandes palcos de festivais como Lollapalooza, Bananada e chegaram a dividir o mesmo palco com Tame Impala no ano passado no Popload Festival.


Celebro Eletrônico: em 2013 o grupo lançou o seu mais diversificado disco. A própria banda afirma ser o trabalho onde mais experimentaram. “Vamos Pro Quarto!” é rico em diversos elementos e efeitos peculiares.


Supercordas: fundada em 2003, os ares psicodélicos pairam pelas bandas desde então. Seu disco de estreia “Seres Verdes Ao Redor” de 2006 é desde então uma obra prima que supre o segmento. Recentemente lançaram “Maria³”, single que fará parte do disco que será lançado ainda esse ano. Detalhe: a canção tem participação do Benke Ferraz do Boogarins.


Tagore:  é uma dos nomes mais recentes da psicodelia nacional, tão certo que seu primeiro disco foi lançado no ano passado. “Movido a Vapor” é uma mistura louca e que estava em falta: há nele folk, rock, pitadas nacionais oriundas dos baiões inseridos juntamente com distorções e como se não bastasse as composições são bem pensadas. O quinteto não poderia estar melhor encaminhado pois em suas influências encontramos nomes como Alceu Valença e Tom Zé. Recentemente foi lançado "Amor Pesado" em parceria com Paulo Rafael, componente da nomeada Ave Sangria. 


Cidadão Instigado: a maior influência dos cearenses radicados em São Paulo é o Pink Floyd. Após 6 anos do lançamento do excelente “Uhuuu!”, o grupo acaba de lançar o “Fortaleza” que segue retratando as raízes psicodélicas.



E assim é concluído que o rock psicodélico sobrevive firme e forte até aqui no Brasil, com ótimos artistas o representando. Vale ressaltar que bandas como Ave Sangria ainda estão em ação, provando que há procura sim pelo estilo. 

Comente com o Facebook:

1 Comentários:

  1. DICA: 'PEIXEFANTE' (TAMBÉM DE GOIÂNIA) INICIANDO OS TRAMPOS AUTORAIS E JÁ COM PEDRADAS MAGNÂNIMAS: http://noizechoes.tumblr.com/post/120070294021/psych

    BIKE (DE SP) COM EP NOVO: http://noizechoes.tumblr.com/post/120444440046/what-a-trip

    ResponderExcluir