Rock Works Festival: confira fotos e resenha exclusiva


Organizado pela marca de vestimentas West Cost e com apoio da revista Rolling Stone Brasil, aconteceu na última terça, 7, a primeira edição do Rock Works Festival. Em uma única noite uniu-se Far From Alaska, Boogarins, Scalene e Emicida. Olhando de relance, as atrações não parecem ser tão compatíveis mas após a noite chuvosa de terça, vimos que esses 4 artistas possuem muito em comum, e não estamos falando em compatibilidade sonora.


Existe um lado do Rock n' Roll que não se preocupa muito com escalas, técnicas ou demais similaridades. O que mais vale é a aventura de ver no que resultará. Far From Alaska em seu disco de estreia não teve medo de experimentar, não teve medo de errar. Muito disso vimos no desempenho ao vivo do grupo. Era evidente que muita gente estava entrando em contato com som deles ali naquele momento. Mais evidente ainda era o quanto as pessoas ficavam espantadas com o domínio vocal que Emmily Barreto possui. Nas primeiras canções, ainda pouco tímida com o público, arriscou alguns passos e depois de “Dino vs. Dino” certamente viu que estava em casa e ninguém a segurou desde então. Os efeitos especiais sonoros, juntos com as imagens do telão e os incontáveis loopings de guitarra (e até de vozes) agradou muito o público, tanto o novo como o que já conhecia a banda. 







Com diversos solos, Boogarins exaltou seu talento e fez os ali presentes entrarem na atmosfera embalada pelo doce vocal de Fernando. Provando que sabem o que estão fazendo, a banda mostrou continuidade em todas as músicas tocadas. Cada uma parecia precisar da próxima e da antecessora, o que soou muito bem e muito agradável para os ouvidos. Os jovens Boogarins mostraram que idade é algo muito relativo e com poderio sobre o que está fazendo as coisas realmente funcionam.





Em um show intercalado milimetricamente entre músicas do recém lançado “Éter” e as demais do “Real/Surreal”, Scalene fez um show que envolveu todos. “Sublimação” sem dúvidas foi o ponto alto do show devido a completa entrega dos membros da banda na execução dela e da ótima recepção dos expectadores. Outro detalhe que conquistou foi a mistura de canções mais pesadas e as lentas. Amigos do Far From Alaska, tocaram “Relentless Game”. Gustavo, o vocalista consegue aumentar e reduzir os tons sem sofrimento, até screamos foram ouvidos. 







O grande Emicida dividiu o palco com uma grande banda. Nessa altura a ia a dentro e os fãs fieis cantavam todas as rimas seguindo o rapper. O show teve de tudo um pouco: desde a grooves robustos e releituras de clássicos como “Trem das Onze” do saudoso Adoniram Barbosa. Foi ressaltado diversas críticas como desigualdade social e preconceito racial. Quebrando a aparência de “marrento”, quase no final do show tirou fotos com as pessoas que estavam próximo do palco, lá de cima mesmo. 







Confira o vídeo exclusivo: 


Em uma noite chuvosa e friorenta vimos que o Brasil possui bons artistas  que não estão nem um pouco intimidados. Cada um segue suas influências, que por sua vez são distintas mas o que importa é que cada um representa algo muito forte. Far From Alaska representa o potencial do rock cru e ainda por cima com comandado feminino, coisa que não víamos ser tão bem feito desde o estouro da baiana Pitty. Boogarins representa um passado psicodélico que durante anos morreu (leia: “Os novosrumos do rock psicodélico”). Scalene é representatividade que o rock nacional tinha carência. Emicida representa uma força crítica sem medos de julgamentos de terceiros. Autenticidade resume e caracteriza esses 4 grandes artistas. 

FOTOS: Timoteco Fotografia

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