Após 20 anos, nada pode parar Marcelo D2

Créditos de imagens: Zoë Van Boekel
Em uma noite voltada completamente para o rap nacional, Marcelo D2 recriou o cenário e repertório montado no seu ultimo trabalho lançado: um CD e DVD ao vivo, gravado no segundo semestre do ano passado. Com muita preparação prévia, o público pôde usufruir de um show animado, cheio de participações e sem delongas entre as canções.



A casa, como nunca antes vista, estava transbordando em pessoas e o resultado disso já era o de se esperar. Um mix de culturas e ideologias cruzaram-se e juntos, unificaram a atmosfera de forma agradável para todos. É como diz "MD2", música que estava presente no repertorio: "não sei se sigo o rap ou o rap é quem me segue", o rap naquela noite vibrava nas cardas vocais dos ali presente, sobretudo o personagem principal da grande festa. D2 deu a palavra de honra e disse que a única coisa que conseguia sentir e expressar era gratidão. Gratidão por ver todos os ali presentes, gratidão aos musicos que com ele dividiam o palco, gratidão por todo o suporte dado ao seus projetos. Gratidão. 


As participações foram as mais diversas porém a que mais levou o público ao delírio foi a de Fernandinho Beat Box, parceiro de longa data do rapper, que fez questão de pedir aplausos chamando lhe de "o incrível e extraordinário, Fernandinho Beat Box". Juntos, puxaram clássicos como "Dig Dig Dig" do Planet Hemp e até homenagearam David Bowie com "Let's Dance".



Há um provérbio português que diz que o bom filho a casa torna. Marcelo Maldonado Peixoto provou que mesmo sendo nascido e criado no Rio de Janeiro, naturalizou-se em São Paulo e junto com ele trouxe toda a carga cultural que nele transita. Mesmo após 20 anos de carreira D2 prova, dia após dia, que reinventa-se e prova que está preparado para os próximos 20 anos, seja em carreira solo ou não.

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