Resenha: Praieiro - Selvagens à Procura de Lei

Créditos: Dário Matos
Nessa semana aconteceu o seguinte: em uma só sacada os Selvagens à Procura de Lei lançaram o “Praieiro”, terceiro disco da banda que está digno de uma resenha aqui no Sincronias, porém antes mesmo da resenha ir ao ar, eles lançaram o disco em um esplêndido show, também digno de uma resenha. A dúvida ficou clara e injusto seria ter que escolher somente uma das pautas ou falar de ambas separadamente, visto que muito da essência do CD foi visto ontem (4) naquele palco.

Ilustração: amandine LEVY

O que possibilitou (e ajudou) foi o fato da banda ter executado todas as 11 músicas presentes no álbum, que está um tanto quando diferente ao último, lançado em 2013. Não que a banda tenha mudado drasticamente após ter saído da sua antiga gravadora e tudo mais, muito pelo o contrario, todos os fãs e admiradores do grupo concordam unanimemente que a sonoridade evoluiu muito graças a liberdade criativa e aos acréscimos de elementos como percussão, sintetizadores e muitas linhas de baixo extravagantes. 



Como era de se esperar, o “Praieiro” abrange muito bem uma atmosfera tropical, mas não se baseia somente nisso. É uma escala degrade que vai do ska, transita em breves momentos pelo psicodélico e terminam no bom e velho rock, tais transgressões foram bem visíveis nas emoções do publico da noite passada e o principal motivo é a felicidade em ver o quanto a banda evoluiu e deu espaço para todos os integrantes, como o caso do Magalhães (baterista) que após ter recebido ótimas críticas por ter dado sua voz em “Despedida”, presente no disco passado e que agora assumiu mais canções. 

Créditos: Dário Matos
Num primeiro momento chega a assustar as diversas camadas de informações presentes nas faixas e é ai que entra o grande papel do show, que ganhou dois novos integrantes responsáveis pelos teclados e percussões, componentes que se ressaltam tanto no ao vivo como na gravação por terem sido bem trabalhados. 


Divulgação
Outro membro que merece destaque são os mucambos, nome dado aos fãs dos Selvagens. Foi preciso apenas três dias para que boa parte dos ali presentes soubessem as canções, do inicio ao fim. E como a própria banda afirmou, graças a eles a banda conseguiu mudar-se de Fortaleza para São Paulo. É como diz a música “Guetos Urbanos”: vamos relaxar, o mundo inteiro vem pedindo calma. De certo,  todos nós estamos necessitando de férias de tudo, mas sinto informar que se depender da maré alta  musical dos Selvagens à Procura de Lei será difícil atingir a calmaria. 

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