Saiba tudo o que rolou no João Rock

Fotos: Alan Alves

Rolou no último sábado, 18, o festival João Rock lá no interior de São Paulo. O evento teve inicio pouco depois das 16 horas da tarde e rendeu aos 50 mil expectadores ali presentes momentos inesquecíveis. O Sincronias esteve presente e te contamos neste post tudo o que vimos lá.


O interior de São Paulo raramente recebe shows desse porte, principalmente tratando-se de um festival de rock. Esse fator fez com que encontrássemos pelo Parque Permanente de Exposições uma galera dos mais diversos cantos: teve gente de Ribeirão Preto, Presidente Prudente, Marília e até mesmo da capital paulistana. Não foi só o público que veio de cantos diferentes. As bandas escaladas para ali tocar também vieram de longe e assim provaram que a música ultrapassa barreiras e une seus amantes.


Viveu-se uma experiência totalmente inspiradora, digna de catarses. Em meio a tantas conversas que tivemos com as bandas naquela noite, a brasiliense Scalene disse que estar ali com todas aquelas bandas é surreal. E não é para menos pois no palco Fortalecendo a Cena o rock nacional nessa nova geração marcou presença logo no início, com o show do trio Marrero, donos de uma apresentação carregada tanto vocal como musicalmente. Seus integrantes nos disseram que o que mais gostam em um festival é o fato de verem que o público muitas vezes estão ali por outras bandas, mas que se permitem ver as que não conhecem, descobrindo assim novos shows. Depois deles subiram ao palco Far From Alaska com todas suas façanhas. Nossa entrevista com eles e uma cobertura em vídeo pode ser vista abaixo:


Vale ressaltar que o ambiente no João Rock foi totalmente nostálgico devido aos 15 anos comemorados nesta edição. E claro que houve um espaço separado para a ocasião. O palco 2002 uniu as mais diversas idades na hora de receber as bandas Cidade Negra, CPM 22, Titãs e Ira!, que após o seus show conversou com a gente e garantiu ser uma honra estar ali comemorando junto com o festival; para as bandas novas que estão começando eles pediram paciência, pois tudo tem a sua hora e que se tem muito trabalho a ser feito.


O palco João Rock recebeu um estrutura enorme que possibilitava as pessoas verem o show por telões maiores ainda. Embora seja um só palco, sua logística foi criada para não haver interrupções ao longo da noite. E assim se fez. VigariZtas, banda ganhadora de um concurso para tocar no festival, abriu as atividades do palco, intercalada da banda Nação Zumbi, dos Paralamas do Sucesso, que no fim de sua apresentação dividiram o palco com seus parceiros do Nação Zumbi. Nando Reis e Natiruts embalaram o começo de noite fria, assim como a turnê especial em comemoração aos 30 anos de Legião Urbana, que fez todos ali presentes cantarem em alto e bom tom todos os sucessos da grande banda que foi o Legião. Em seguida subiu ao palco Black Alien, que se mostrou mais solto que o normal. No final de sua apresentação houve um momento histórico: chamou-se ao palco Marcelo D2 e BNegão, que em seguida se apresentariam representando o Planet Hemp, grupo no qual Black Alien um dia foi membro, mas após serias brigas desligou-se do grupo. Foi vista ali, após 15 anos, a união desses três grandes membros representantes do rap nacional, assim como o Criolo que chamou ao palco Tulipa Ruiz e Rael, encerrando as atividades do festival.


João Rock 2016 | Fotos: Alan Alves

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