As divergências do Lollapalooza Brasil 2017


Passadas mais de 24 horas após a divulgação da lista de atrações da próxima edição do Lollapalooza Brasil, vimos que dois pontos agradaram e desagradaram quase que integralmente o público alvo do festival. O valor do Lollapass, "combo" que dá acesso aos dois dias de festival é de longe o que mais recebeu críticas, mas ao mesmo tempo não perdendo muito para o lineup, que até o momento ainda está dividindo opiniões.

A principal questão é: está valendo a pena ir ao Lolla 2017? Para muitos os valores dos ingressos estão absurdos, principalmente para os que não são estudantes, logo, os que não usufruem do beneficio da meia entrada. Até o momento, o passe para os dois dias de festival está saindo por R$920 a inteira, R$460 a meia ambos os valores no segundo lote.


A princípio o que muito foi discutido foi o aumento considerativo aos ingressos do ano passado que ficaram na casa dos R$800 a inteira e no terceiro lote. A revolta cresce muito mais quando se leva em conta o valor da primeira edição brasileira do festival que rolou lá em 2012. Para dois dias de festivais a inteira num lote único saia por R$500 e atualmente esse valor tá saindo praticamente o dobro para (também) dois dias de evento.

O que não deve deixar de ser mencionado é que da primeira edição de 2012 até a de 2017 muita coisa mudou. A estrutura foi ampliada, os palcos se expandiram, a produtora mudou e com a fama do evento tornou-se possível trazer nomes com mais peso. Porém o pior dos agravantes é o valor atual do dólar, moeda que se paga os cachês da maioria dos artistas que tocarão em março no Autódromo de Interlagos.


Imaginemos que as negociações/pagamentos sejam feitos 6 meses que antecedem o do festival. Nos meados de 2011, vésperas da primeira edição, um dólar americano estava variando de R$1,50 até R$1,70. Já hoje, 28 de setembro, o dólar está saindo por R$3,24. E esse é o motivo mais gritante pela alteração dos preços mas o fato de ter um grande nome como Metallica também encarece as coisas. Lembrar que muitos shows ali não sairiam baratos se viessem solo ao Brasil talvez também seja outro grande argumento pra dizer que sim, está compensando ir ao Lollapalooza 2017.

Portanto, não há nada tão significativo que nós, meros consumidores do mercado musical, possamos fazer a não ser se organizar o máximo possível para viabilizar a ida ao evento, se esse for um grande desejo vistando as atrações já confirmadas, o que nos leva ao próximo idem.

Batendo o olho rapidamente vemos que o Lollapalooza continua seguindo suas origens mas ao mesmo tempo está tentando sair da mesmice. O primeiro exemplo prático é Metallica, a primeira banda de heavy metal da história da edição brasileira, estar ali encabeçando tudo. O lineup está misto: tem uma grande presença de DJs nacionais e internacionais em ascensão, tem clássicos do rock, tem nomes atuais e antigos do indie e incluindo algumas de suas divas, tem rappers e acima de tudo tem revelações que merecem toda a nossa atenção, embora estejam com letras pequenas no poster.

Apesar das divergências, o Lolla continua investindo em si seja trazendo nomes quentes do cenário musical (The Weekend), seja melhorando seus palcos - vide a mera tenda eletrônica se tornando em um respeitável palco -, seja... O que todos nós sabemos é que no fim, todos que possuem condições de ir se esforçam ao máximo para frequentar nem que seja em um único dia as dependências do festival, que inclusive é o único atualmente que realmente trás ao Brasil tais artistas.

SERVIÇO
Lollapalooza Brasil 2017
Data: 25 e 26 de Março de 2017.
Local: Autódromo de Interlagos - Av. Sen. Teotônio Vilela, 261, | São Paulo/SP.
Lineup: Metallica, The Strokes, The Weeknd, The XX, The Chainsmokers, Flume, Two Door Cinema Club, Rancid, Duran Duran, The 1975, G-EAZY, Tove Lo, Melanie Martinez, Cage The Elephant, Criolo, MØ, Oliver Heldens, Nervo, Marshmello, Catfish & The Bottlemen, Vintage Culture, Céu, Glass Animals, Illusionize, Tegan & Sara, Tchami, Don Diablo, Chemical Surf, Vance Joy, Suricato, Borgore, Victor Ruiz, Bob Moses, Jaloo, Haikass, Silversun Pickups, Griz, Daniel Groove, Baianasystem, Gabriel Boni, Ricci, Doctor Pheabes, Bratislava, The Outs.
Classificação etária: 15 anos. (5 anos a 14 anos só entram com os pais. Crianças até 10 anos não pagam).
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