Precisamos falar sobre: "Memories... Do Not Open", o álbum de estréia do The Chainsmokers

Foto: Reprodução/Facebook

Sexta feira, 7, foi uma data repleta de lançamentos no mundo da música. Entre tantos lançamentos, temos um dos destaques e um dos álbuns mais esperados (e superestimados) do ano: "Memories... Do Not Open", do duo americano The Chainsmokers.

Com passagem recente no Brasil, no qual foi headliner do festival Lollapalooza Brasil que rolou mês passado no Autódromo de Interlagos, Alex Pall e Drew Taggart, por fim, lançaram o seu primeiro álbum na carreira.

Antes de começar a nossa "review" do álbum, é importante ressaltar que: estamos dando nossa opinião e que, claramente, ela pode ser diferente da sua. Mas como uma árdua fã de música eletrônica e por acompanhar o trabalho do duo desde o começo de carreira, nada mais justo do que opinar sobre.


Com 12 faixas, Memories... Do Not Open inicia-se com "The One" que traz Drew Taggart apostando mais uma vez nos vocais. Uma música com leves acordes de guitarra, alguns samples de "Waterbed" que dão "vida" a música, que é calma e um pouco paradinha. Em sequência, "Break Up Every Night", uma verdeira icógnita e diferente de todas as músicas já produzidas pelo duo, que conta mais uma vez com Drew Taggart nos vocais, remetendo alguma música de boyband ou artista pop. "Bloodstream", inicia com Drew cantando novamente, o que nos faz pensar que ele realmente engatou como cantor na carreira musical. Porém, mais uma vez, uma música calma, com batidas leves, um popzinho para relaxar. "Don't Say", conta com a participação da cantora Emily Warren, que traz uma vibe "sexy" para a música, que possui batidas e melodia marcantes. Novamente, "sexy" seria a palavra certa para definir a faixa.



"Something Just Like This" não poderia ficar de fora! Com alguns samples de "Roses" na música, é também, uma das colaborações em "peso" do álbum e da carreira do duo. Afinal, Coldplay é COLDPLAY, certo? E também, é aquele single que quando foi lançado, deixou meio "óbvio" o caminho que o duo iria seguir (e que vamos comentar sobre mais para frente). "My Type", conta mais uma vez, com a participação da cantora Emily Warren no álbum, que novamente, usando um pouco do sample de "Roses" nas batidas, investe naquele popzinho para relaxar. "It Won't Kill Ya", conta com a participação de Louane, que traz uma vibe "powerfull" pro álbum, puxa levemente para o trap nas batidas. "Paris", entra em sequência, e é uma das favoritinhas do público. Afinal, foi lançada há um tempo atrás, e que novamente, conta com Drew nos vocais. Mais uma vez, podemos notar samples de "Waterbed" na faixa, que também, não foge do proposto da vibe do álbum.



"Honest" também é composto por Drew nos vocais, apostando mais uma vez, na melodia calma. "Wake Up Alone" traz Jheine Aiko nos vocais, que traz algumas batidinhas leve de trap no refrão, e que também, surpreende no final, por remeter a alguma track do Flume. "Young", traz Drew nos vocais e notamos o som do violão bastante presente na faixa. Notamos também, uma influência de Daft Punk presente na música, com as "vozes robotizadas". "Last Day Alive", é a última faixa do álbum, e traz Florida Georgia Line nos vocais aka primeiro vocal masculino - além de Drew - no álbum. Nessa música, notamos a grande influência de Bon Iver na música (afinal, Drew Taggart é super fã dele), como também uma inspiração de M83 nas batidas. Ou seja, a música é um verdadeiro mix de feelings.

Após escutar o álbum, podemos tirar as seguintes conclusões: The Chainsmokers agora é pop. Eles deixaram MUITO claro neste álbum, que NÃO querem ser conhecidos apenas como DJs. Apostaram nos vocais, em produções diferentes do usual da trajetória deles até aqui, e fica claro para quem acompanha, que devemos já nos acostumar com esse estilo "pop", "calmo", e com Drew Taggart assumindo os vocais das faixas do duo.

Para quem acompanha o trabalho do The Chainsmokers desde o ínicio deve estar perdido, assim como eu, e cheio de "???" na cabeça. Afinal, os caras começaram com um som "pesado", lançaram "Selfie" que foi um som suuuuper chiclete ao ponto deles mesmo odiarem a música, e depois, a melhor fase deles (na minha opinião), com Roses, Let You Go, Waterbed, Inside Out, entre outros. Para quem esperava, mais singles do tipo "Down Let Me Down" ou mais "dançantes", teve aquela decepcionadinha. Afinal, após "Closer", o duo acabou investindo mais pro lado pop comercial, onde eles acabaram ganhando GRANDE visibilidade e se mostraram bons naquilo. Alex Pall e Drew Taggart com esse álbum, nos mostraram os excelentes músicos e produtores musical que são.

Claramente, eles ainda produzirão muitos álbuns de artistas pop pela frente, viu? Infelizmente, ou, felizmente, eles resolveram sair da "zona de conforto", fugindo da "identidade" dançante que criaram, e investiram nas tendências do mercado atual para se manterem no topo. Afinal, são poucos DJs que conseguem mais de 1 hit nas paradas, principalmente no topo delas, certo?

E se você, ainda não ouviu o "Memories... Do Not Open", corra já e escute, afinal, o álbum merece ser especulado e comentado SIM. Ouça já:

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