Um Milkshake com sabor de diversidade


Da tarde de sexta-feira até a manhã de sábado aconteceu a estreia do Festival Milkshake no Brasil. Com um público de dez mil pessoas, quatro palcos e um line-up com mais de quarenta atrações, o evento conseguiu reunir as diversas tribos que estão dentro da sigla LGBTQ+.

O festival que veio diretamente da Holanda apresentou ao público uma programção bastante voltada aos artistas nacionais e em grande parte declarados bissexuais, transexuais, lésbicas e gays. Estes foram os que ocuparam o palco principal, entre eles Lia Clark e Karol Conka, que fizeram discursos empoderadores durante os shows. Antes de cantar a última música, Lia ganhou uma intensa salva de palmas do público ao dizer que é muito orgulhosa de ser quem é e se alguém presente estava com problemas em casa era pra saber que ela ama todos.

No palco Super Toys houve uma alteração na ordem dos DJ's com o Joost Van Bellen com o Doppelgang e Larry Tee, mas que aparentemente não incomodou tanto o público que se entretia com as drag queens e a impecável decoração. Quem também se apresentou nesse palco foi a Samhara, a primeira mulher a se apresentar no Tomorrowland e manteu a energia vibrante do público no palco montado no Audio Club.

Na área dos trios elétricos o clima ficou morno. Mesmo com os trios colocando vários hits para quem estava presente, o local virou apenas um ponto de passagem para quem ia da praça de alimentação para o palco principal, não conseguindo manter um bom público e a vibração de carnaval. Entretanto, quem conseguiu levar a força do carnaval para o Milkshake foi a Preta Gil com o Bloco da Preta, que com banda completa e dançarinos fez quem estava presente se entregar à música com uma setlist encorporada de hits atuais e antigos, como "Loka", da Simone e Simaria e "Não Quero Dinheiro", do Tim Maia.


A drag queen Pabllo Vittar, uma das atrações mais esperadas, senão a mais aguardada, junto com a Karol Conka lotou o palco principal. O show teve as músicas do seu álbum de estreia, "Vai Passar Mal" e as do seu EP, "Open Bar". Com um alto entusiasmo, Pabllo afirmou estar feliz por estar cantando pela primeira vez em um festival e que abraça uma causa que ela defende.

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